formas de como montar uma adega em casa

Beber um bom vinho pode ser a melhor pedida para relaxar depois de um dia de trabalho ou para celebrar em um happy hour em casa, certo? Para os amantes da bebida à base de uva, é possível conservar garrafas em casa. Assim, os rótulos diferenciados e envelhecidos podem ser abertos em ocasiões especiais e a bebida nunca fica em falta. Para conseguir o efeito, é preciso saber como montar uma adega em casa.

Se antes o processo era complexo e praticamente inacessível fora das vinícolas, hoje é muito fácil ter um espaço dedicado para armazenar as diferentes garrafas. Com as orientações certas, é possível fazer ótimas escolhas e garantir que as taças possam sempre ser preenchidas.

Quer descobrir como montar uma adega em casa? Então, continue lendo e saiba tudo!

1. O que é uma adega?

Tradicionalmente, a adega é o local onde os vinhos são armazenados nas condições certas. Isso porque a bebida é muito sensível e grandes mudanças podem fazer com que o líquido perca a fermentação e o sabor adequado.

Apesar de parecer um resultado do avanço tecnológico e arquitetônico, a adega é uma invenção antiga. Uma das mais velhas data de 3.700 anos atrás e era capaz de armazenar três mil garrafas.

O uso desses ambientes continuou a prosperar. Esteve presente no Império Romano, chegou à famosa região de Champagne na França e se espalhou por toda a Europa.

Em vinícolas tradicionais, é comum que ela fique no subsolo, mas também dá para adaptá-la em sua casa. Por causa disso, inclusive, muitas adegas foram usadas como esconderijos durante as guerras mundiais.

Atualmente, ela não é apenas ou necessariamente um cômodo. Na verdade, é o nome pelo qual é chamado o ponto onde os vinhos ficam guardados, o que pode ser na cozinha ou na despensa.

Para garantir o sabor depois que a rolha for sacada, 4 condições são fundamentais:

1.1 Temperatura

Por ser uma bebida delicada, o vinho não suporta temperaturas muito elevadas. Mesmo em locais amenos do Brasil, a faixa de temperatura não é atingida na maior parte do tempo. Por isso, a adega é indispensável, de modo a garantir o sabor a qualquer momento.

A faixa de temperatura de conservação depende do tipo que será armazenado. Os espumantes devem ficar a 6ºC, enquanto os rosés, a 8ºC. Já os brancos variam entre 6ºC e 12ºC e os tintos, de 14° a 16ºC.

Para as versões encorpadas e fortificadas, a faixa de temperatura ideal é de 16ºC a 18ºC. Quanto maior for a capacidade da adega em manter os valores, melhor será a conservação da bebida.

1.2 Luminosidade

Praticamente toda garrafa de vinho é feita de vidro escuro e isso tem um motivo: a proteção contra a luz. A incidência de raios luminosos é crucial para o processo de maturação do vinho e pode fazer com que ele perca suas melhores características originais.

É por isso que adegas precisam de um projeto de iluminação. Na maior parte dos casos, há uma proteção especial contra incidência direta de raios solares ou de fontes muito intensas.

Esse é um cuidado necessário para os vinhos de guarda, ou seja, que ficarão armazenados por anos ou décadas. Um ambiente escurinho ajuda a deixar o sabor da bebida atraente.

Mesmo quando o consumo do rótulo não vai demorar tanto, vale a pena fazer com que a garrafa fique protegida da luz, de modo a conservar todo o sabor.

1.3 Umidade

A umidade é mais uma inimiga dos vinhos se não for bem controlada corretamente. Quando ela fica muito elevada, há o risco de fungos se desenvolverem — inclusive, no rótulo. Dependendo do grau de “infestação”, esses micro-organismos podem até passar pela rolha e afetar o sabor.

Por outro lado, a umidade baixa também não é nada desejável. Com a atmosfera ressecada, a rolha pode encolher e dar espaço para o vinho oxigenar. E, se isso acontecer, o sabor e o aroma vão embora.

Em média, o recomendado é manter a umidade entre 60 a 75%. O limite mínimo é de 50% e o máximo, de 80%. Portanto, a adega deve ser capaz de oferecer isso.

1.4 Movimentação

Novamente, a delicadeza dos vinhos é um fator de grande influência no sabor após sacar a rolha. Por isso, é recomendado que as garrafas sejam armazenadas na horizontal, até mesmo para que a rolha seja conservada.

Porém, não basta deixar as garrafas deitadas no armário da cozinha e ficar mexendo nelas o tempo todo. Esses impactos fazem com que o vinho perca parte de suas melhores características e a experiência com o rótulo não será tão agradável.

Portanto, um dos aspectos da adega é que ela ajuda a armazenar as garrafas na posição certa e de um jeito estável. Como consequência, o líquido que verte nas taças é muito agradável.

2. Quais são os tipos de adega?

Na hora de descobrir como montar uma adega em casa, é fundamental reconhecer quais são os tipos disponíveis. Dependendo das condições do ambiente e dos vinhos escolhidos, uma alternativa será melhor que a outra.

Antes de fazer o investimento, portanto, é muito importante ser capaz de identificar as características de cada um. Para não ficar na dúvida, veja quais são os tipos de adega disponíveis no mercado:

2.1 Termoelétrica

Um modelo bastante utilizado é a adega termoelétrica, que é climatizada. A sua atuação é baseada na troca de calor, de modo a manter a temperatura interna de 10 a 12 graus mais baixa que no lado de fora.

Ela é compacta e bastante funcional, mas só é indicada para locais em que a temperatura já é relativamente amena. Em um ambiente que faz 30 graus constantemente, por exemplo, a adega termoelétrica deixará os vinhos entre 18 e 20 graus, no mínimo. Como visto, a faixa não é ideal para todos os tipos. Em geral, ela é feita de metal e conta com uma iluminação interna especial.

O benefício de adquirir esse equipamento é que o consumo de energia elétrica é menor e o valor de aquisição, mais em conta. Entretanto, essa só deve ser a escolhida se a sua cidade tiver condições climáticas adequadas.

2.2 Com compressor

Já a adega com compressor funciona de um jeito parecido com a geladeira. Esse componente é responsável por resfriar as garrafas no interior, independentemente da temperatura externa.

Por causa de tal característica, é a melhor alternativa para as condições climáticas do Brasil, em geral. Além disso, é uma opção bastante segura e tecnológica, o que a torna ideal para os principais vinhos de guarda.

Por ter uma excelente integração com a tecnologia, a alternativa, normalmente, oferece o controle Dual Zone. A função permite que você defina dois valores de temperatura, o que garante que vinhos distintos possam ser armazenados no mesmo lugar.

O único cuidado é em relação aos ruídos e à vibração. Como são equipamentos de potência elevada, podem sofrer essas movimentações como consequência. Para que o vinho não perca suas características, o ideal é que a estabilidade seja ampliada.

Assim como a termoelétrica, algumas escolhas têm proteção especial no vidro da porta. Com o bloqueio dos raios ultravioleta, há menores impactos negativos quanto à luminosidade.

2.3 De madeira

A adega de madeira é a versão tradicional, de aspecto rústico e clássico. Por si só, ela não é climatizada, já que é composta apenas pelos espaços de armazenamento feitos de madeira.

Essas opções podem aparecer em vários formatos: estantes e prateleiras verticais, armários e gabinetes e até em formatos de barril.

Independentemente da escolha, o projeto deverá contemplar as características necessárias para a conservação dos rótulos.

Ao adotar uma adega de madeira, pode ser oportuno contar com um ar-condicionado ou climatizador de ambiente no espaço. Também é importante medir a umidade e controlar os níveis, além de manter a iluminação baixa.

Apesar de não envolver a tecnologia diretamente, é uma alternativa atraente e cheia de personalidade.

2.4 Híbrida

Além de tudo, é possível montar um modelo híbrido e que conta com mais de um tipo de adega. É o caso de escolher uma de madeira para rótulos com tempo menor de maturação ou que sejam menos raros. Já para os vinhos de guarda, delicados ou de maior valor, adota-se a versão com compressor.

A definição depende das necessidades e da quantidade de vinhos que será armazenada. Quando as exigências são variadas, essa é a melhor saída para que nenhum rótulo perca suas qualidades.

3. O que preciso para montar uma adega?

O próximo passo é saber, enfim, como montar uma adega em casa. Essa etapa pode ser bastante divertida, já que você poderá cuidar de todo o projeto. Essa fase, inclusive, é a mais importante e deve servir como o ponto inicial de toda a etapa.

É preciso definir, por exemplo, o seu orçamento e qual é o resultado que você espera. Ter algumas fotos de inspiração é uma boa forma de ter o direcionamento certo.

Para acertar em cheio, veja quais são os pontos que merecem a sua atenção:

3.1 Armazenamento

A melhor forma de se orientar sobre as escolhas é começar pelo armazenamento. Basicamente, você precisa decidir qual é o tipo de adega que será selecionado e quantos vinhos estarão contidos no espaço.

Diante dos modelos apresentados, a decisão é simples e fica entre as opções com tecnologia e a adega de madeira ou passiva. Pense em qual alternativa tem mais a ver com o seu ambiente e com as suas necessidades.

Se quiser algo clássico, até mesmo com um toque rústico, a de madeira é a melhor opção. Nesse caso, há uma decisão secundária: defina se você comprará o suporte pronto ou se pretende fazer sob medida.

Já se você não abre mão da qualidade e da praticidade, opte por uma facilmente controlável. Isso diminui as chances de algo sair errado e oferece o máximo de proteção para os vinhos. Contudo, escolha uma com grades removíveis para que o tamanho das garrafas não se torne um problema.

Depois, é o momento de pensar na quantidade de vinhos. Mesmo entre as elétricas, há várias alternativas, com modelos que armazenam desde algumas garrafas até dezenas delas.

Inclusive, é importante não observar apenas o presente. Para não sofrer com grandes transformações depois, pense em como será o seu comportamento. Se a ideia é ter uma coleção ampla e diversificada, capriche para que haja espaço suficiente. Desse jeito, o projeto será atemporal!

3.2 Local da adega

Tão relevante quanto comprar o modelo certo é definir onde a sua adega será localizada. Ainda que o equipamento já mantenha algumas características, vale a pena escolher um ambiente favorável para obter os melhores resultados.

Para ser perfeito, o local deve reunir as condições perfeitas das 4 qualidades principais: iluminação, umidade, temperatura e movimentação.

Um lugar com muita trepidação, por exemplo, não é indicado para receber a adega, ainda que ela seja climatizada. Da mesma forma, colocá-la em um ponto que sempre recebe sol na área gourmet não é uma boa pedida. A grande variação de condições pode diminuir a calibragem da adega automatizada e até prejudicar os vinhos.

Da mesma forma, colocar as garrafas em um ambiente que, frequentemente, recebe movimentos e impactos é uma péssima ideia. Em geral, vale a pena pensar em um cantinho especial e prático da cozinha, da sala de convivência ou até em um cômodo de passagem. Mais que armazenar os vinhos, o lugar também pode e deve servir para apreciar as bebidas com conforto e aconchego.

Quando a adega de madeira é a escolhida, todas as condições são importantes. Por não contar com nenhum nível de tecnologia para a regulagem, a localização se torna determinante para o sucesso do ambiente.

3.3 Escolha dos vinhos

Outro passo crucial é estabelecer quais serão os vinhos que serão armazenados na adega. Tudo depende do seu gosto e, é claro, do lugar de armazenamento que for definido.

Uma adega com boa capacidade de refrigeração e umidificação pode receber, praticamente, qualquer rótulo — dos mais caros aos simples e com menor tempo de maturação. Com o planejamento adequado, você evita ter que escolher apenas as alternativas robustas.

Caso a maior parte do seu “portfólio” seja composta por vinhos de guarda, invista em uma adega que ofereça toda a segurança.

Já se você mesclar os de guarda com os de maturação menor, que é o que mais acontece, tenha cuidado redobrado. Na hora de definir os valores de temperatura, por exemplo, selecione alternativas que contemplem os diversos rótulos. Dependendo do caso, pode valer a pena ter mais de uma adega.

Entre as opções para escolher, estão as seguintes:

  • brancos;
  • brancos encorpados;
  • rosé;
  • tintos leves;
  • tintos de médio corpo;
  • tintos encorpados e
  • espumantes.

Para começar, pense no perfil de consumo para os primeiros rótulos. Jantares românticos, reuniões com amigos e até uma celebração especial pedem bebidas diferentes. Aproveite e leve em conta os gostos de quem aproveitará o produto da uva.

Se viajar com frequência, considere trazer rótulos de suas viagens, mas não se esqueça de considerar as regras de cada local e linha aérea e o transporte adequado. Outra possibilidade consiste em adquirir rótulos em uma importadora.

3.4 Acessórios para vinho

Depois de passar por esses passos, você já conseguirá armazenar as garrafas do jeito certo nos locais ideais. Porém, a adega completa ainda precisa de vários outros elementos, como os acessórios para vinho.

Fazer a escolha de itens de qualidade dará um toque único à experiência e ainda permitirá o melhor aproveitamento do líquido que verte das garrafas.

Um dos utensílios para a casa que é perfeito para esse ambiente é o saca-rolhas. O elemento é fundamental para abrir aquela garrafa especial e sentir o aroma único que emana de um belo rótulo.

E se a decisão parece simples, saiba que não é nenhum saca-rolha que serve. Afinal, a ideia é saber como criar uma adega em casa do jeito certo, não é? Escolha uma opção de fácil manuseio e que seja feita com um material de qualidade.

Na hora de servir, ter um corta gota ajuda a evitar desperdícios e manchas na roupa, no chão ou no assento. Para poder fechar a garrafa novamente e apreciar o sabor em outro momento, ter rolhas especiais e bomba de vácuo é imprescindível.

Os mais aficionados ainda encontrarão outros acessórios, como termômetro, mexedor e aerador. Esse último, inclusive, é ideal para apreciar cor, sabor, textura e aroma em seu máximo potencial.

Para quem for servir espumante, é interessante ter uma champanheira de material nobre. Além de ajudar a garantir a temperatura ideal, dá um toque diferente ao visual. Outra opção consiste em recorrer aos baldes de gelo. Eles deixam aquele vinho branco ou rosé na temperatura certa e têm aspectos variados.

Já o decanter é ideal para dar um toque refinado na hora de servir e, também, para melhorar a experiência. A sua principal função aparece com os vinhos de maior idade: com o despejo cuidadoso nesse elemento, os pequenos sedimentos de vinho não são transferidos. Na hora de servir, o sabor é mais puro e agradável.

Ele também é perfeito para os enólogos de plantão que gostam de apreciar o cheiro do vinho. Basta despejar a bebida cuidadosamente no fundo e, depois de um tempo de descanso, fazer movimentos circulares. As notas aromáticas sobem pelo gargalo e se manifestam graças à oxigenação. A experiência que une sabor e aroma, portanto, é completa.

3.5 Tipos de taças

Depois de cuidar do vinho do jeito certo, é a hora de apreciar seu sabor e seu aroma. Para aproveitá-lo da forma correta, é fundamental acertar nos tipos de taças. Cada bebida tem suas exigências e reconhecê-las garante que você e seus convidados apreciem a bebida da melhor maneira.

Uma das mais famosas e que você reconhecerá logo de cara é a taça de espumante. Ela é conhecida por ser alta e relativamente fina, de modo que as bolhas possam explodir sem parar.

Outra bem famosa é a taça Bordeaux. Ela tem uma base ou bojo maior e afunila levemente quando chega até em cima e é ideal para vinhos encorpados, como o tinto.

Enquanto isso, a taça de vinho rosé é menor, delicada e com formato bastante sinuoso. A taça de vinho branco, por sua vez, é uma intermediária entre a para os tintos e espumantes. Não é tão arredondada, mas, ainda assim, tem um bojo um pouco maior que o bocal.

No geral, a regra é simples: os vinhos encorpados devem seguir para as taças de bojo maior e com formato bem arredondado. Quanto mais leve a bebida, mais fina e esticada é a taça.

Vale a pena comprar um conjunto para cada grupo principal de vinho. Porém, dê prioridade para os rótulos que você consome com maior frequência. Assim, quem não abre mão de um vinho do Porto, por exemplo, precisa dar preferência para as taças Bordeaux — e assim por diante.

3.6 Tempo de guarda

Depois de tudo isso, você já tem os conhecimentos necessários sobre como montar uma adega em casa. Porém, falta apenas um elemento para considerar: o período pelo qual os rótulos passarão guardados.

Apesar de haver essa ideia de que todos os vinhos sempre ficam melhor com o tempo, não é bem assim. Na verdade, algumas opções têm uma maturação curta, como de alguns meses ou anos. O período tem que ser respeitado porque, se for ultrapassado, o sabor e as demais características são comprometidas.

Antes de botar as suas garrafas na adega, portanto, verifique qual é o momento exigido para maturar. Anote e, se quiser, pode até criar alarmes no celular para não se esquecer.

Conforme os períodos se aproximarem, as garrafas devem ser consumidas e dar lugar a outros rótulos. Desse jeito, você garante que ela seja usada da melhor maneira e que a experiência seja sempre positiva!

Agora que você sabe como montar uma adega em casa, coloque esses conhecimentos em prática! Escolha bons itens, selecione os rótulos da sua preferência e chame os amigos para aproveitar a experiência.

Para ter sempre os sabores e aromas certos, conheça nossa coleção de adegas e opte pela que tem mais a ver com você!

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